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Clínica Veterinária de Pardilhó

Temos como missão cuidar dos nossos pacientes com dedicação, empenho e compaixão, de forma a lhes proporcionar uma vida longa e saudável.

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Dirofilariose no cão e no gato. O que preciso de saber!

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A Dirofilariose é uma doença provocada por um parasita, a Dirofilaria immitis, transmitida pela picada de determinado tipo de mosquitos. Esta doença é conhecida também como “doença do verme do coração” porque os parasitas adultos se alojam no coração e nas artérias pulmonares do animal infectado.

A Dirofilariose afecta principalmente o cão mas também pode afectar o gato. É comum em zonas quentes e temperadas sendo, hoje em dia, uma das doenças parasitárias mais frequentes na Península Ibérica. Em Portugal algumas zonas são mais afectadas que outras, sendo que o Distrito de Aveiro está considerado como uma Zona de Alto Risco, com 10 a 20% de prevalência de Dirofilaria immitis.

 

Ciclo de Vida

Os animais são infectados quando um mosquito portador das formas larvares infectantes (L3) os pica para se alimentar. Uma vez nos tecidos subcutâneos, estas larvas transformam-se (L3→L4) e migram até chegarem aos vasos sanguíneos. Aqui viajam pelo sangue até ao coração, onde passam a adultos. Estes podem chegar a medir mais de 30cm de comprimento. No coração, os parasitas adultos reproduzem-se, dando origem a novas formas larvares (microfilárias L1), que entram novamente na circulação sanguínea. É na circulação periférica que as microfilarias podem ser ingeridas por um novo mosquito, onde sofrem duas transformações (L1→L2→L3) até se tornarem infectantes. Este pode então infectar outro animal na sua próxima refeição, e o ciclo volta a repetir-se.

 

Sintomas

Na fase inicial da doença (primeiros 6-7 meses) não existem sinais clínicos, já que a migração das larvas não provoca alterações. Os sintomas vão surgindo com o tempo e, dependendo do grau de infestação, podem variar desde:

  • Falta de apetite
  • Intolerância ao exercício
  • Perda de peso
  • Tosse
  • Dificuldade respiratória
  • Ascite


Diagnóstico

Esta doença pode ser diagnosticada por uma simples análise ao sangue realizada na clínica, onde se pesquisa a presença de antigénios por técnicas de ELISA.

 

Tratamento

A Dirofilariose tem tratamento, no entanto, este tem riscos elevados porque envolve a morte de parasitas que se localizam dentro de um sistema «fechado» como é o Sistema Circulatório. Esta é a razão pela qual este tratamento é prolongado, e implica um período de restrição ao exercício do animal e um acompanhamento frequente por parte do Médico-Veterinário, de forma a garantir o seu sucesso e a minimizar os possíveis efeitos secundários a ele associados.

 

Prevenção

Ao contrário do tratamento, a prevenção da Dirofilariose é simples, segura e eficaz. Dadas as condições climatéricas no nosso País é recomendável que a sua prevenção seja anual. Para este efeito podem-se usar pipetas ou comprimidos mensais ou uma injecção subcutânea anual. É muito importante ter em atenção que estes medicamentos não devem ser administrados sem que se tenha a certeza de que o animal não seja já portador da doença. A administração destes medicamentos a animais com Dirofilariose pode ser fatal.

 

A Dirofilariose transmite-se aos Humanos?

As pessoas podem, ainda que raramente, desenvolver formas cutâneas ou respiratórias de Dirofilariose, caso sejam picadas por mosquitos infectados. Nestes casos, o parasita nunca atinge a forma adulta, sendo esta a razão pela qual a Dirofilariose não constitui um verdadeiro perigo para o Homem.

 

Aqui fica um video que ilustra a forma de transmissão bem como o ciclo de vida deste parasita:

 

O meu animal tem pulgas! O que fazer?

 

Com a chegada do Primavera e o aumento da temperatura, aumenta também o nº de animais com parasitas externos. Uma infestação por pulgas nem sempre é fácil de resolver. Ficam aqui alguns conselhos dos passos a seguir se algum dia se vir confrontado com este problema.

 

  • Tratar o meio ambiente interior/exterior

Ao contrário do que a maior parte das pessoas julgam, quando encontramos pulgas no nosso animal de estimação não é suficiente tratá-lo a ele. É fundamental tratar também o meio ambiente interior e/ou exterior onde o animal vive porque, apesar das pulgas adultas passarem a maior parte do tempo no animal, os seus ovos e as formas larvares podem ser encontradas em abundância no ambiente ex. carpetes, tapetes, camas, sofás, cobertores, pavimentos e erva. Uma pulga reproduz-se rapidamente, podendo chegar a depositar 15 a 20 ovos por dia, sendo que as formas larvares podem sobreviver no ambiente entre 1 a 6 meses. Esta é a razão pela qual as pulgas podem permanecer e/ou reaparecer em casa meses depois de o animal ter sido tratado. É por isso muito importante aspirar cuidadosamente o ambiente interior, eliminando de imediato o saco do aspirador, assim como tratar todas as superfícies (chão, rodapés, etc.) com produtos adequados e eficazes contra as suas formas maturas e imaturas.

 

  • Tratar o animal

São vários os produtos que se podem utilizar contra as pulgas, quer para o cão quer para o gato. Pipetas spot-on (Advantix®, Advantage®, Advocate®), coleiras (Seresto®) e comprimidos (Bravecto®, Confortis®) são alguns exemplos de desparasitantes externos que utilizamos na Clínica Veterinária de Pardilhó para tratamento/prevenção de infestação por pulgas e/ou carraças. Ter sempre presente que é possível encontrar pulgas no animal mesmo depois de lhe ter sido administrado/aplicado o tratamento, uma vez que este pode demorar algum tempo a fazer efeito. Neste caso é fundamental ser persistente e continuar a utilizar um programa de controlo eficaz durante tempo suficiente para eliminar todas as formas do parasita. Este processo pode demorar algumas semanas ou até 6 meses, dependendo do grau de infestação que se tenha em casa.

 

  • Prevenir

As pulgas além de provocarem irritação e desconforto podem ainda provocar reacções alérgicas, assim como servir de veículo de transmissão de outras doenças. Prevenir o seu aparecimento é fundamental para o bem estar do seu animal.
Devido a todas as alterações climatéricas que se têm vindo a verificar, o problema dos parasitas externos deixou de ser sazonal para passar a ser anual. É por isso que a utilização de tratamentos preventivos durante todo o ano, é a abordagem mais correcta para um controlo eficaz destes parasitas nos nossos animais.

 

Para mais informações ou esclarecimentos não deixe de nos contactar.

 

 

 

 

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