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Clínica Veterinária de Pardilhó

Temos como missão cuidar dos nossos pacientes com dedicação, empenho e compaixão, de forma a lhes proporcionar uma vida longa e saudável.

Temos como missão cuidar dos nossos pacientes com dedicação, empenho e compaixão, de forma a lhes proporcionar uma vida longa e saudável.

Porque não devo dar Ben-U-Ron® ou Brufen® ao meu cão ou ao meu gato

 

O paracetamol (Ben-U-Ron®) e o ibuprofeno (Brufen®) são medicamentos anti-inflamatórios/analgésicos/antipiréticos usados com muita frequência em Medicina Humana. Talvez por essa razão, são muitas vezes administrados inadvertidamente aos nossos animais quando eles apresentam dor ou febre. Acontece que, no cão e no gato, a margem de segurança destes fármacos é muito pequena. Isto significa que a dose terapêutica é muito próxima da dose tóxica, o que faz com que muito facilmente ocorram casos de intoxicação. Isto é ainda mais grave no caso dos gatos, que por terem uma deficiência enzimática ao nível do fígado, faz com que seja mais difícil metabolizar e excretar este tipo de medicamento. Doses tão baixas como 250 mg de paracetamol (meio comprimido de Ben-U-Ron® 500) ou 300mg de ibuprofeno (meio comprimido de Brufen® 600) são, para eles, tóxicas e potencialmente letais. No caso do cão, as doses tóxicas são um pouco mais altas. No entanto, existem no mercado anti-inflamatórios mais seguros e eficazes para utilizar nestes animais.

Lembre-se: antes de administrar qualquer tipo de medicamento ao seu animal de companhia, fale SEMPRE com o seu Médico Veterinário assistente. Isto pode muito bem vir a salvar-lhe a vida.

 

Como habituar o meu gato à caixa transportadora?

 

 

Colocar o gato dentro de uma caixa transportadora pode não ser tarefa fácil, em especial se isto estiver quase sempre relacionado com uma visita ao Médico Veterinário. Aqui ficam algumas das sugestões da equipa da Clínica Veterinária de Pardilhó para tornar este procedimento mais fácil e menos traumático.

  1. É fundamental que o gato se vá habituando progressivamente à caixa transportadora. Esta deve ser colocada numa divisão da casa que lhe seja familiar para que ele, curioso por natureza, a possa ir explorando.
  2. Para tentar atraí-lo para próximo da transportadora, podemos utilizar a sua taça de comida. Assim que ele comece a comer na taça devemos ir aproximando progressivamente a mesma até que, por fim, ele sinta confiança para comer dentro da transportadora. Muita atenção para nunca fechar a sua porta nesta fase, para não o assustar.
  3. De forma a tornar a caixa mais confortável para o gato, devemos colocar dentro objectos que lhe sejam familiares como mantas, cobertores e brinquedos. Podemos ainda aplicar no seu interior feromonas sintéticas felinas, como o Feliway®.
  4. Com o passar do tempo o gato vai-se sentir mais e mais à vontade dentro da caixa transportadora, podendo mesmo começar a descansar no seu interior. Só nesta altura devemos começar a fechar a sua porta. Primeiro por curtos períodos de tempo, mas progressivamente por períodos de tempo mais prolongados.

O mais importante, em todo este processo, é que o seu animal associe a caixa de transporte a boas experiências e não a pânico ou a stress. Desta forma, será sempre mais fácil colocá-lo lá dentro e levá-lo até ao Médico Veterinário. 

O meu animal tem pulgas! O que fazer?

 

Com a chegada do Primavera e o aumento da temperatura, aumenta também o nº de animais com parasitas externos. Uma infestação por pulgas nem sempre é fácil de resolver. Ficam aqui alguns conselhos dos passos a seguir se algum dia se vir confrontado com este problema.

 

  • Tratar o meio ambiente interior/exterior

Ao contrário do que a maior parte das pessoas julgam, quando encontramos pulgas no nosso animal de estimação não é suficiente tratá-lo a ele. É fundamental tratar também o meio ambiente interior e/ou exterior onde o animal vive porque, apesar das pulgas adultas passarem a maior parte do tempo no animal, os seus ovos e as formas larvares podem ser encontradas em abundância no ambiente ex. carpetes, tapetes, camas, sofás, cobertores, pavimentos e erva. Uma pulga reproduz-se rapidamente, podendo chegar a depositar 15 a 20 ovos por dia, sendo que as formas larvares podem sobreviver no ambiente entre 1 a 6 meses. Esta é a razão pela qual as pulgas podem permanecer e/ou reaparecer em casa meses depois de o animal ter sido tratado. É por isso muito importante aspirar cuidadosamente o ambiente interior, eliminando de imediato o saco do aspirador, assim como tratar todas as superfícies (chão, rodapés, etc.) com produtos adequados e eficazes contra as suas formas maturas e imaturas.

 

  • Tratar o animal

São vários os produtos que se podem utilizar contra as pulgas, quer para o cão quer para o gato. Pipetas spot-on (Advantix®, Advantage®, Advocate®), coleiras (Seresto®) e comprimidos (Bravecto®, Confortis®) são alguns exemplos de desparasitantes externos que utilizamos na Clínica Veterinária de Pardilhó para tratamento/prevenção de infestação por pulgas e/ou carraças. Ter sempre presente que é possível encontrar pulgas no animal mesmo depois de lhe ter sido administrado/aplicado o tratamento, uma vez que este pode demorar algum tempo a fazer efeito. Neste caso é fundamental ser persistente e continuar a utilizar um programa de controlo eficaz durante tempo suficiente para eliminar todas as formas do parasita. Este processo pode demorar algumas semanas ou até 6 meses, dependendo do grau de infestação que se tenha em casa.

 

  • Prevenir

As pulgas além de provocarem irritação e desconforto podem ainda provocar reacções alérgicas, assim como servir de veículo de transmissão de outras doenças. Prevenir o seu aparecimento é fundamental para o bem estar do seu animal.
Devido a todas as alterações climatéricas que se têm vindo a verificar, o problema dos parasitas externos deixou de ser sazonal para passar a ser anual. É por isso que a utilização de tratamentos preventivos durante todo o ano, é a abordagem mais correcta para um controlo eficaz destes parasitas nos nossos animais.

 

Para mais informações ou esclarecimentos não deixe de nos contactar.

 

 

 

 

Como tratar de gatinhos recém nascidos?

 

Infelizmente, somos muitas vezes confrontados com situações de gatinhos órfãos. Tratar destes animais requer alguns cuidados específicos, que nem sempre são do conhecimento geral. Por esta razão vamos partilhar aqui alguns conselhos e dicas para quem, um dia, se veja confrontado com esta situação.

 

1. É fundamental manter os gatinhos recém-nascidos quentinhos. Estes animais são incapazes de regular a sua temperatura corporal durante as primeiras 4 semanas de vida. Durante a primeira semana a temperatura ambiental deve estar entre 30-32ºC, e nas três semanas seguintes deve andar à volta dos 24ºC. No nosso caso, costumamos utilizar como fonte de calor uma botija de água quente que vamos aquecendo sempre que necessário. Além disso, costumamos colocar  estes bebés dentro de uma caixa transportadora de pequenos roedores que tem uma tampa transparente por cima, o que nos permite transportá-los mais facilmente, num ambiente aconchegado e com uma temperatura estável.

 

2. É também muito importante escolher um leite de substituição adequado às suas necessidades nutricionais. Existem no mercado várias marcas que comercializam leite de substituição para animais, e especificamente para gatos. Nós recomendamos o "BabyCat Milk" da Royal Canin. Este leite além de ser um dos mais completos em termos nutricionais, vem acompanhado de um biberão com uma tetina que se adequa à boca dos gatinhos recém-nascidos, reduzindo a probabilidade de aspiração de leite aquando da mamada. Um gatinho na primeira semana de vida deve mamar 2-5 ml de leite de 3 em 3 horas, na segunda semana 5-10 ml de 4 em 4 horas, na terceira e quarta semana 10-15 ml de 5 em 5 horas. Em termos de peso, eles nascem com 80 a 120 gr e devem aumentar 10 a 15 gr por dia. Os alimentos sólidos devem começar a ser introduzidos por volta das 4 semanas de idade.

 

3. O que muitas pessoas não sabem, é que os gatinhos bebés são incapazes de urinar e defecar se não forem devidamente estimulados. Logo após serem alimentados deve-se imitar a acção da língua da Mãe sobre a região genital dos bebés, utilizando um pouco de algodão humedecido com água morna. Esta rotina deve manter-se até às 3 semanas de idade, altura em que eles passam a conseguir urinar e defecar sozinhos. De vez em quando deve-se passar um pano húmido por todo o corpo dos gatinhos para uma limpeza mais geral.


Sabe-se que os períodos de maior mortalidade para gatinhos recém-nascidos são logo a seguir ao nascimento, durante a primeira semana de vida e na altura do desmame, daí devermos tomar particular atenção durante estes períodos.

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